Ela está desmoronando por dentro, mas na superfície ela parece estar bem e feliz. “Aparências engam” essa frase é repetida inúmeras vezes por todos, mas as pessoas só vêm o que está na superfície não veem o que está por dentro. Não procuram a felicidade no olhar – no meu olhar – e lhe garanto que se procurassem não iriam achar nada já que não há nenhum vestígio de felicidade aqui. Toda a minha felicidade se foi, simplesmente se foi. Em questão de segundos perdi tudo aquilo que mais prezava em minha vida. Perdi tudo aquilo que me fazia feliz, eu o perdi. A felicidade se foi e aquela velha dor que estava enterrada em meus sentimentos voltou, e agora com muita mais força. Essa dor me enfraquece, congela, queima, corrói, arde. E com os passar do tempo ela aumenta tentei de alguma maneira acabar com ela, tentei desabafar, tentei colocar tudo para fora. Mas é como se eu gritasse mais ninguém conseguisse me escutar. É como se eu perdesse a minha voz, é como se a minha voz ficasse sufocada em meio tantas outras. E essa sensação de falar e falar mas nada dizer é horrível. É como se eu falasse em outro idioma porque ninguém nunca conseguiu me entender, ninguém nunca me ajudou de verdade. Eu me sinto tão desprotegida, com toda essa fragilidade dentro de mim, sinto que a qualquer momento irei explodir e terão que recolher os meus pequenos rastros na parede do meu quarto. Tudo tão confuso, doloroso, cansativo, sufocante, a cada dia que passa tenho menos vontade de acordar, tenho menos vontade de seguir a minha vida. Estou extremamente em pane comigo mesma, nada que faço está bom, nada me satisfaz nada me completa. Sinto-me como a última bolacha do pacote, aquela que ninguém quer por que todos já estão de barriga cheia. Sinto-me a última opção – e eu sou – só almejo alguém que consiga despertar em mim algum sentimento diferente, um sentimento totalmente novo e que ainda desconheço. Almejo alguém que me ajude a arrumar essa bagunça toda que se tornou a minha vida, preciso-me sentir humana novamente. Quero sorrir, mas sorrir mesmo, sorrir de verdade, sorrir por estar feliz e não para esconder meus problemas. Quero viver a vida, daquela forma mais louca e inusitada. Quero sentir o sangue correndo pelas minhas veias, quero limpar meu coração e arrumar toda essa confusão de sentimentos. Quero sentir que ainda posso ser útil para alguém. Preciso voltar a ser ”eu”.  ─ Ana e Mallú (amargas)

Ela está desmoronando por dentro, mas na superfície ela parece estar bem e feliz. “Aparências engam” essa frase é repetida inúmeras vezes por todos, mas as pessoas só vêm o que está na superfície não veem o que está por dentro. Não procuram a felicidade no olhar – no meu olhar – e lhe garanto que se procurassem não iriam achar nada já que não há nenhum vestígio de felicidade aqui. Toda a minha felicidade se foi, simplesmente se foi. Em questão de segundos perdi tudo aquilo que mais prezava em minha vida. Perdi tudo aquilo que me fazia feliz, eu o perdi. A felicidade se foi e aquela velha dor que estava enterrada em meus sentimentos voltou, e agora com muita mais força. Essa dor me enfraquece, congela, queima, corrói, arde. E com os passar do tempo ela aumenta tentei de alguma maneira acabar com ela, tentei desabafar, tentei colocar tudo para fora. Mas é como se eu gritasse mais ninguém conseguisse me escutar. É como se eu perdesse a minha voz, é como se a minha voz ficasse sufocada em meio tantas outras. E essa sensação de falar e falar mas nada dizer é horrível. É como se eu falasse em outro idioma porque ninguém nunca conseguiu me entender, ninguém nunca me ajudou de verdade. Eu me sinto tão desprotegida, com toda essa fragilidade dentro de mim, sinto que a qualquer momento irei explodir e terão que recolher os meus pequenos rastros na parede do meu quarto. Tudo tão confuso, doloroso, cansativo, sufocante, a cada dia que passa tenho menos vontade de acordar, tenho menos vontade de seguir a minha vida. Estou extremamente em pane comigo mesma, nada que faço está bom, nada me satisfaz nada me completa. Sinto-me como a última bolacha do pacote, aquela que ninguém quer por que todos já estão de barriga cheia. Sinto-me a última opção e eu sou só almejo alguém que consiga despertar em mim algum sentimento diferente, um sentimento totalmente novo e que ainda desconheço. Almejo alguém que me ajude a arrumar essa bagunça toda que se tornou a minha vida, preciso-me sentir humana novamente. Quero sorrir, mas sorrir mesmo, sorrir de verdade, sorrir por estar feliz e não para esconder meus problemas. Quero viver a vida, daquela forma mais louca e inusitada. Quero sentir o sangue correndo pelas minhas veias, quero limpar meu coração e arrumar toda essa confusão de sentimentos. Quero sentir que ainda posso ser útil para alguém. Preciso voltar a ser ”eu”.  Ana e Mallú (amargas)


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Eu, por exemplo, gosto do cheiro dos livros. Gosto de interromper a leitura num trecho especialmente bonito e encostá-lo contra o peito, fechado, enquanto penso no que foi lido. Depois reabro e continuo a viagem. Gosto do barulho das paginas sendo folheadas. Gosto das marcas de velhice que o livro vai ganhando: a lombada descascando, o volume ficando meio ondulado com o manuseio. Tem gente que diz que uma casa sem cortinas é uma casa nua. Eu penso o mesmo de uma casa sem livros.
— Martha Medeiros.  (via que-seja-agridoce)

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originally c-a-n-a-r-i-o


Sorriram um para o outro. E tudo estava certo outra vez, e tudo tinha um gosto bom.
Caio Fernando Abreu  (via dissolver-se)

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originally h-e-r-o-i-n

Eu reclamo que sou sozinha, mas quando chega alguém pra conversar eu fujo.


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